A Agenda 21 Local começou com o “trabalho de casa”. Foram criados grupos de trabalho em cada autarquia e foram dinamizadas reuniões participativas com os funcionários. Para além de divulgar internamente o processo e criar hábitos de participação, as reuniões tiveram como objectivo identificar pequenas acções que pudessem ser implementadas a curto prazo. As autarquias e as restantes entidades envolvidas neste processo pretendem “dar o exemplo”.
Foi realizado o pré-diagnóstico de sustentabilidade e o perfil de cada comunidade. Para isso foram dinamizadas dezenas de reuniões com diferentes entidades locais e regionais: escolas, associações de pais e estudantes, escuteiros, associações desportivas e culturais, empresas e seus representantes, juntas de freguesia e partidos políticos, associações florestais e de agricultores, instituições particulares de solidariedade social, párocos e grupos de escuteiros, forças de segurança e bombeiros, centros de saúde, centros de emprego, etc.
Foi criado o logótipo para o projecto e produzido um folheto explicativo destinado à população (39.000 exemplares). Para oferta aos participantes nas reuniões e outros eventos foram produzidas 5.000 esferográficas de cores diferentes e 5.000 blocos em papel reciclado, personalizados com a mensagem “Agenda 21 Local Escrever o Futuro”.
Foi criada uma página na internet para o projecto ao nível regional e a inclusão de informação nas páginas das autarquias, com actualização permanente (já disponível em www.valedominho.pt/agenda21). Assegura-se ainda a disponibilização de informação através do Portal da Agenda 21 Local (www.agenda21local.info).
Foram estabelecidas parcerias com órgãos de comunicação social da região e assegurada a circulação de informação de forma periódica (através de comunicados). Parcerias específicas já realizadas com jornal Falcão do Minho (inclui Correio da Ribeira Minho e Correio de Cerveira), Notícias de Coura, A Voz de Melgaço, Melgaço hoje, Jornal de Melgaço e várias rádios. Os gabinetes de imprensa das autarquias e da comunidade intermunicipal foram mobilizados e trabalham de forma articulada. Os boletins municipais e agendas culturais são utilizados para divulgar informação.
Foi editado o primeiro número do Boletim da Agenda 21 Local (inserido no Jornal Falcão do Minho).
De forma a afirmar o projecto a nível internacional, as Assembleias Municipais dos cinco concelhos discutiram e aprovaram no final de Fevereiro passado os Compromissos de Aalborg. Este documento foi preparado em 2004 pela Campanha Europeia de Cidades e Vilas Sustentáveis e apresenta 10 desafios para criar “vilas inclusivas, prósperas, criativas e sustentáveis, que proporcionem uma boa qualidade de vida a todos os cidadãos e permitam a sua participação em todos os aspectos relativos à vida urbana.”
O ICLEI Governos Locais para a Sustentabilidade, a Campanha Europeia de Cidades e Vilas Sustentáveis e o Município de Sevilha (Espanha) organizaram de 21 a 24 de Março o seu quinto encontro, com o mote “Levando os Compromissos para as ruas”. No encontro participaram mais de 1500 pessoas. A delegação da Agenda 21 Local do Vale do Minho foi responsável pela apresentação de um poster e pela dinamização de uma mesa redonda dedicada justamente à Agenda 21 Local. Pretendeu-se partilhar metodologias e articular intervenções ao nível nacional e transfronteiriço.
No dia 12 de Abril de 2007 foi dinamizada em Valença a sessão de apresentação pública do projecto, com assinatura dos Compromissos de Aalborg pelos Presidentes das Câmaras Municipais.
Tem sido promovida a integração da Agenda 21 nos vários eventos previstos para a região (já promovido na Feira do Alvarinho e do Fumeiro de Melgaço, Feira do Emprego do Vale do Minho em Cerveira, Feira do Livro de Monção e Valença, Expominho em Valença, Feira Mostra em Coura, Festa da Coca e Feira do Alvarinho em Monção, entre outros.
Entre Maio e Julho decorreram reuniões participativas em todas as freguesias do Vale do Minho e fóruns participativos nas sedes do Concelho, divulgados através de líderes de opinião (presidentes das Juntas de Freguesia, párocos, rede social, etc.), cartazes, “flyers”, “mailings” para todos os domicílios, etc. Estas sessões representaram um espaço onde cada um pode apresentar e defender as suas posições relativamente ao desenvolvimento sustentável da sua freguesia, bem como identificar as principais áreas problemáticas e potencialidades. Ao todo foram efectuadas cerca de 150 reuniões onde participaram mais de 2000 pessoas e 200 entidades.
Com base no processo de participação pública foram definidas áreas prioritárias ao nível local e regional.