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Vale do Minho avança com implementação da Agenda 21 Local

A Comunidade Intermunicipal do Vale do Minho em parceria com a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa vão avançar com a implementação da Agenda 21 Local para os Municípios de Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira. O projecto foi aprovado na passada sexta-feira, pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, através do Programa Operacional da Região Norte, Medida 1.5, com um investimento de cerca de 257.000 euros.

Com a Agenda 21 Local, pretende-se definir as principais linhas de acção e as estratégias a seguir em prol do desenvolvimento sustentável do Vale do Minho, procurando integrar as políticas ambientais e de preservação dos recursos naturais com o crescimento sócio-económico, num processo participativo, envolvendo a comunidade local na definição dessa estratégia comum de acção a longo prazo.

Na implementação da Agenda 21 Local estão previstas três grandes fases. A primeira fase do Projecto consiste na sensibilização da comunidade e na criação de Fóruns participativos, tendo em vista a consulta e envolvimento da população na definição das áreas prioritárias de actuação e na identificação das principais potencialidades. A segunda fase é a elaboração de um Diagnóstico de sustentabilidade em cada um dos cinco municípios. Esta fase inclui a recolha de informação de forma a sustentar a definição de um Plano de Acção, a realizar na terceira fase, onde conste a estratégia de intervenção, as políticas e os programas de actuação municipal, em prol do desenvolvimento sustentável local e regional.

O formato para a implementação da Agenda 21 Local, assenta na modalidade da formação-acção, com equivalência a uma pós-graduação, dirigido a activos empregados de entidades públicas e privadas, localizadas na região, em que serão os próprios formandos a dinamizar a implementação da Agenda 21 Local, com o apoio do grupo dos formadores-consultores da Universidade Católica. Por esta via garantimos o envolvimento profundo e inevitável de cada município neste processo e, por outro lado, a continuidade do projecto, uma vez que as condições de trabalho no período pós-projecto estão asseguradas através da endogenização deste saber- fazer no Vale do Minho.

Miguel Taxa Design